DENGUE VOLTA A PREOCUPAR REGIÃO DE RIO PRETO COM A CIRCULAÇÃO DO TIPO 3 APÓS 17 ANOS
Por O PROGRESSO Jornal: A dengue tipo 3, que não circulava no Brasil há 17 anos, foi registrada novamente em São José do Rio Preto (SP) e acendeu um alerta para a saúde pública na região. Com a maioria da população nunca exposta a esse tipo de vírus, o risco de uma epidemia é elevado. A cidade já registra maia de 900 casos de dengue em 2025, com aumento de 300% no movimento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em comparação a novembro de 2024. O biólogo e especialista em saúde pública Alessandro Dias Leite respondeu algumas perguntas sobre o tema, destacando os perigos da doença e os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
O PROGRESSO Jornal: O que significa a volta da dengue tipo 3 para a região? Alessandro Dias Leite: A volta do tipo 3 é muito preocupante. É um vírus que não circulava no Brasil há quase duas décadas, então grande parte da população nunca teve contato com ele. Isso significa que o risco de uma epidemia é muito maior, já que muitas pessoas estão suscetíveis. Além disso, a dengue tipo 3 pode causar quadros graves, principalmente em pessoas que já tiveram outros tipos da doença.
O PROGRESSO Jornal: Quais são os principais sintomas da dengue? Alessandro Dias Leite: Os sintomas incluem febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, cansaço, náuseas, vômitos, e manchas vermelhas na pele. Nos casos graves, a dengue pode causar dor abdominal intensa, sangramentos, tontura e dificuldade para respirar. Quem apresentar esses sinais deve procurar atendimento médico imediatamente.
O PROGRESSO Jornal: Como evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti? Alessandro Dias Leite: O principal cuidado é eliminar focos de água parada, onde o mosquito deposita seus ovos. Tampar caixas d’água, limpar calhas, evitar acúmulo de lixo e trocar a água de vasos de plantas regularmente são medidas essenciais. É uma tarefa que exige o esforço de toda a comunidade.
O PROGRESSO Jornal: Como está a situação nas cidades próximas a Rio Preto? Alessandro Dias Leite: A situação é preocupante em toda a região. Em Votuporanga, por exemplo, já tivemos a primeira morte por dengue confirmada em 2025, uma mulher de 48 anos do bairro Chácara Aviação. Isso reforça a gravidade da doença e a necessidade de atenção redobrada. Outras cidades menores também têm enfrentado alta nos casos, sobrecarregando o sistema de saúde.
O PROGRESSO Jornal: Qual a importância do diagnóstico precoce? Alessandro Dias Leite: Identificar a dengue nos primeiros dias é fundamental para evitar complicações. Com o tipo 3 em circulação, precisamos estar atentos, principalmente porque ele pode evoluir para formas mais graves. A orientação é não ignorar sintomas e buscar ajuda médica rapidamente.
DENGUE: UM PROBLEMA DE TODOS Além dos cuidados individuais, Alessandro reforça que a luta contra a dengue depende da mobilização coletiva. “Cuidar do seu quintal é cuidar da saúde da sua família e da sua comunidade. O Aedes aegypti é um mosquito oportunista, e qualquer descuido pode custar vidas”, alerta. A Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto intensificou ações de conscientização e controle, mas o apoio da população é essencial para evitar que 2025 repita os números alarmantes de 2024, o ano com mais casos de dengue na história da cidade. Fique atento e faça sua parte!
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